Em pausa para remodelação
Posted by Mac² on 14/05/2010
Já devem ter reparado que ando ausente. Volto em breve após reformulação do blogue.

Thursday, September 2, 2010
Posted by Mac² on 14/05/2010
Já devem ter reparado que ando ausente. Volto em breve após reformulação do blogue.

Posted by Mac² on 02/04/2010
Duas aplicações que saíram recentemente e merecem destaque: Fraise e Remember. Ambas gratuitas.
Fraise é a versão actualizada do meu editor html (versão rápida, pois para coisas mais complicadas uso o Espresso) favorito, Smultron. Funciona lindamente, como o antecessor, e é Open Source.

Remember é uma pequena aplicação que serve para relembrar tarefas a fazer. Minimalista, instala um menulet e é só ir anotando as coisas que temos para fazer, com data final se necessário. É freeware.

Nota extra (pedinchona): se pensar em finalmente utilizar o excelente Dropbox para fazer backup dos seus ficheiros ou pastas (ou para enviar ficheiros pesados para amigos ou colegas), peço-lhe que use o meu referral Dropbox (assim eu ganho algum espaço extra na minha conta). O Dropbox tem 2GB gratuitos incluídos em qualquer conta.
Posted by Mac² on 01/04/2010
Lembram-se de eu ter dito que o System 47 era o meu screensaver favorito? Pois. Infelizmente deixou de funcionar com o Snow Leopard.

Até agora.
Enquanto os fãs desesperavam e deixavam tristes comentários no website do criador do screensaver (desaparecido desde 2006, aparentemente), outro fã — Bilal Ayub — decidiu lançar mãos à obra e “renovar” o System 47 para Snow Leopard.
Fica aqui o link para descarregar a nova versão. Funciona bem com o meu MacBook Pro 1.83 (32 bits) com o 10.6.3. Funciona com um pequeno soluço inicial (não problemático) com o MacBook Pro 2.4 (64 bits) com o 10.6.2.
Escusado será dizer que não me responsabilizo por qualquer meltdown do vosso Mac por causa deste screensaver.
O Bilal Ayub pode ser encontrado, via email, aqui (mensagem de 13 de Março de 2010).
English version
System 47 for Snow Leopard (thanks to fan Bilal Ayub) can be downloaded here. No problems while using on MacBook Pro 1.83 (32 bits) w/ 10.6.3. A little hiccup (not problematic) on MacBook Pro 2.4 (64 bits) w/ 10.6.2.
Needless to say I’m not responsible if your Mac travels to another, less appealing, side of the galaxy because of this. You are on your own, like Voyager was.
Bilal Ayub can be reached via his email (see address here, message on 13th March 2010).
Posted by Mac² on 11/03/2010
O blog Oregon Expat desvenda o mistério. Vale também a pena ver a entrevista com o inventor do “sosumi”, Jim Reekes.
Posted by Mac² on 18/02/2010
Alguns links que achei interessantes de 13 Fevereiro a 18 Fevereiro:
Posted by Mac² on 17/02/2010
O 9to5mac.com colocou no YouTube um vídeo do Safari a funcionar no simulador de iPad. O browser parece funcionar bastante bem, em especial ao nível da velocidade, embora eu preferisse algumas outras escolhas estéticas, nomeadamente na cor de base dos contextual menus. Fica aqui uma versão desse vídeo:
link original ← Calculo que no futuro imediato, quando alguém usar um iPad, este link será essencial para visualização do vídeo. No futuro médio-longo, teremos o HTML5.
Posted by Mac² on 12/02/2010
Alguns links que achei interessantes em 12 Fevereiro:
Posted by Mac² on 11/02/2010
Alguns links que achei interessantes em 11 Fevereiro:
Posted by Mac² on 30/01/2010
Custa-me escrever audiolivros, audiobooks soa-me melhor. Talvez porque eu nunca tenha ouvido um audiolivro, no sentido em que apenas ouvi audiobooks em versão original e, no caso particular, em inglês. Perdoar-me-á o leitor a anglofilia.
Há semanas em que passo muito tempo dentro do carro — cerca de 2 horas por dia. Para alguém que, como eu, não tem um imenso gosto em guiar (não menosprezando o meu simpático Honda Civic 1.8), essas 2 horas são… chatas. Por isso, como muitos, oiço rádio. O problema da rádio é que, à hora em que estou no carro, ou me viro para a música (e aí prefiro os CDs) ou para as conversas e/ou entrevistas. Infelizmente estas deixam-me com azia após o rol interminável de más notícias (sim, refiro-me, por exemplo, à TSF ou à Rádio Popular).
Essa azia levou-me aos podcasts. É assim que oiço o MacBreak Weekly, o MacJuri ou, por vezes, o Pessoal e Transmissível. Mas após 20 ou 30 podcasts uma pessoa farta-se um pouco. Passei pela audição de leituras ou peças teatrais na BBC; uma experiência interessante mas não duradoura. E eis-me nos audiobooks, que permitem uma maior variedade de estilos auditivos, quer no género (ficção e não-ficção, com todos os subgéneros), quer em formato (CD ou mp3, via iPod ou via consola do carro, etc).
Os dois últimos audiobooks que escolhi ouvir são interessantes pela experiência comparativa que permitem. Tratam-se de dois “policiais” de autores afamados: o The Lost Symbol do Dan Brown, lido por Paul Michael (link) e o Blood Memory do Greg Iles, lido por Joyce Bean (link). O primeiro livro não me vinha recomendado positivamente, mas seguindo a velha máxima do meu avô — gostos não se discutem, lamentam-se! — tal não me impediu de o começar a ouvir (que estranho usar o verbo “ouvir” em vez de “ler” quando nos referimos a um livro). O segundo é de um autor que sempre gostei de ler e do qual recomendo quase todas as obras.
Ouvir um audiobook é uma experiência diferente de ler um livro. Bem mais diferente do que eu esperava, pois existem aspectos que condicionam, e em muito, a experiência. Por exemplo, a velocidade em que a história se desenvolve não é decidida pelo leitor/ouvinte. Por mais rápidos que sejamos na leitura de livros, o desenrolar de um audiobook ultrapassa o nosso controlo. Alguém o lê, numa velocidade que não é nossa, e nós assumimos um papel muito mais passivo que aquando da nossa própria leitura. Depois, numa versão audio é-nos muito mais difícil saltar a leitura em frente e bisbilhotar algum do texto (ou mesmo o final). Neste aspecto, ouvir um audiobook oferece uma experiência semelhante à de ir ao cinema ver um filme ou ao teatro ver uma peça.
Outro aspecto muito interessante é o do lugar em que nós, receptores da mensagem, nos posicionamos face à mensagem emitida. Passo a explicar… Quando eu leio um livro não o leio em voz alta, mas dentro do cérebro existe uma voz, minha, que me conta uma história. Numa história de ficção, a determinado momento essa voz e a personagem central (ou as personagens centrais) misturam-se e o receptor (eu, neste caso) estabelece uma ligação afectiva com a personagem. Na minha perspectiva, se esta ligação não existe, o autor do livro falhou no seu objectivo. Ora, num audiobook essa voz, mais óbvia e intrusiva, não é a nossa e a tal “ligação afectiva” demora mais tempo a estabelecer-se, uma vez que entre a personagem e o receptor existe um entreposto. A qualidade desse entreposto (a voz que emite o texto) é-de extrema importância: a entoação, a utilização de tons diferenciados conforme as personagens, as pausas, os tiques… tudo isso contribui para a nossa experiência (melhor ou pior) como ouvintes.
E eis-nos de novo nos dois livros que me propus ouvir. O mesmo esquema, mas resultados totalmente diferentes.
O livro do Dan Brown é francamente mau. A história tem uma premissa interessante, como todos os livros que li dele, mas o desenrolar é, no mínimo, irritante: o esquema básico de cada capítulo, na tentativa crescente de preparação do inevitável cliffhanger; o comportamento paternalista do personagem principal que mais parece uma mini-enciclopédia ambulante; a típica personagem feminina secundária, maçadora até dizer chega; o suposto vilão que já não traz nada de novo, sendo uma mistura-e-toca-o-mesmo dos outros vilões do Dan Brown; o mesmo tom batido e esbatido (sim, esbatido) da teoria da conspiração; os erros óbvios de quem sabe muito sobre nada e sabe um pouquinho sobre tudo.
Esta irritação é amplificada pela leitura de Paul Michael. Note-se que Paul Michael tem uma excelente voz, baixa, grave; muito clara e fácil de entender. Mas as mudanças de tons que aplica quando muda de personagem são verdadeiramente patéticas ou, se preferirem, exasperantes. Tanto que, após chegar ao vigésimo capítulo (mais ou menos), não aguentei mais e tive que parar de ouvir o audiobook.
Clicar aqui para ouvir um excerto do “The Lost Symbol”
É possível que tivesse acabado de ler o livro caso o seu formato fosse escrito, mas não consegui passar de 1/4 do audiobook. Ouvir o The Lost Symbol neste formato audio foi um fracasso e, sendo mais óbvia, diria que a experiência foi má, provavelmente muito má.
O livro de Greg Iles é melhor. Peca por ser demasiado longo e ter uma personagem principal de idade inferior (31 anos) à que deveria ter na realidade, mas a história está bem esgalhada com três linhas principais (a vida actual da personagem principal; a vida passada e traumática da personagem principal e sua família; e uma série de crimes na actualidade) que se cruzam e re-cruzam. À primeira vista, o cenário é menos cativante que o do livro de Dan Brown (trata-se de Natchez e de New Orleans, ao invés de Washington), mas a velha máxima de “escreve sobre o que sabes e não inventes demasiado” aplica-se na perfeição. Greg Iles apresenta temas negros, para alguns leitores certamente demasiado negros (o abuso sexual de crianças e os traumas que deixa, a Guerra do Vietname e o alcoolismo); contudo, conseguiu deixar-me curiosa e atenta, ao invés de enfadada ou horrorizada.
A voz de Joyce Bean é quase perfeita. Tal como a de Paul Michael é agradável e clara, com o extra de apresentar sotaque do Mississipi, que eu sempre achei de enorme charme e que fica muito bem na personagem principal. As variantes vocais utilizadas para as personagens secundárias são bem feitas e óbvias na sua distinção, usando inclusive alguma tecnologia extra para modificar o som quando a voz é supostamente ouvida ao telefone. Mas nem tudo é perfeito: o audiobook falha, sobretudo, na transição dos CDs quando é embutida uma música de fundo, como que em aviso de que o CD está a acabar ou a começar.
Clicar aqui para ouvir um excerto do “Blood Memory”
Ainda não acabei o audiobook do Greg Iles, mas deixei de o ouvir apenas no carro para o ouvir também em casa. Isto é um óbvio êxito. De certo modo, apaixonei-me pela personagem principal (curiosamente cheia de vícios e defeitos) e pela sua voz. Extraordinária é a estranha reacção que tive com o vilão. O vilão é-nos apresentado como alguém frio, calculista, e até repugnante, mas quando a interacção entre ele, a personagem principal e nós (receptores) se estabelece de facto, a metamorfose é interessantíssima. No fim, compreendemos a atracção (não sexual, note-se) que a personagem principal sente por alguém que tem uma experiência de vida e uma inteligência fora do comum e que, como tal, a pode ajudar a entender o passado e o presente. Compreendemo-la porque também a sentimos.
Prometedor é o mínimo que, por agora, posso dizer deste audiobook e tal deve-se, não só a Greg Iles, mas também a Joyce Bean, que aliás já ganhou vários prémios como leitora de audiobooks.
Ouvir um audiobook não é o mesmo que ler um livro. A história de base está lá, mas é certamente melhorada ou piorada pela qualidade do leitor do audiobook. De certo modo é como uma matéria escolar e o professor: o interessante pode ser uma estopada e uma estopada pode tornar-se interessante.
Uma coisa garanto, se o audiobook é bom, as 2 horas diárias de carro deixam de ser uma maçada para se tornarem curtas.