Ser ou não ser nerd
Posted by Mac² on 29/08/2007
Prólogo da estória nerd
Hoje o xkcd tem uma tira que me deixou extasiada (1): como as equipas se portam ao fazer compras (2).

(Original aqui.)
Cheguei à conclusão que cá em casa a nossa equipa é uma equipa mutante.
Porquê?
Porque quando vamos às compras de supermercados baloiçamos entre o «não nerd + não nerd» e o «nerd + não nerd». Entre o «vamos despachar a coisa no menos tempo possível» e o «e se comprássemos mais um gelado ou dois? preferes este ou aquele? este é mais caro, mas muito melhor» (3)(4). No entanto, quando se trata de qualquer coisinha tecnológica o diálogo é invariavelmente mais complexo.

(Prefiro a segunda definição, obrigada.)
Nerd em acção
Por exemplo — Há coisa de um mês atrás decidi que era tempo de trocar de impressora. A minha Epson CX6400 andava a engasgar e a impressão era desbotada. Não admira: foi comprada em 2002 e já vai com muitas horas e trabalhos em cima. A função de digitalização, embora ainda funcionasse bem, era leeeeeeeenta. Dava para pôr o papel a copiar, ir tomar um duche e voltar mesmo a tempo de ver o fim da tarefa. Estava na altura de comprar uma nova, em especial para imprimir a &%$ da tese.
Cá em casa a reacção foi: “Acho bem. Vais fazer uma pesquisa na net para ver as avaliações, não é?” Pois. Já é hábito.
Durante uma semaninha lá andei a pesquisar drivers, capacidades, tamanhos, rapidez, etc. em tudo o que era impressora. Evitei as HP (velha história de ódio de estimação) e não me apetecia uma Epson. Pensei numa laser, mas após um dia a matutar a ideia, descartei-a essencialmente porque preciso das capacidades de digitalização. Uma laser multifunções é muito cara e comprar uma impressora e um scanner separados é atafulhar o escritório que, já hoje, é curtinho para o que lá está.
Voltando à pequisa. Andei pela CNet, pelos fóruns Mac, googlei bastante, pesquisei o que havia disponível em Portugal e acabei por compor uma lista de duas impressoras, ambas Canon: os modelos Pixma MP510 e MP600. A diferença de preço entre as duas era de c. 50 euros. As diferenças técnicas eram ao nível da rapidez, resolução, número de tinteiros e capacidade de imprimir sobre CD/DVDs.
Primeiro decidi-me pela MP510; apesar de tudo era muito mais barata e as diferenças técnicas não justificavam o gasto extra. (Com o dinheiro posso comprar o novo teclado da Apple.) Mas depois fiz nova ronda pelas avaliações disponíveis. A MP600 reúne muito mais consenso, com a grande maioria dos utilizadores a tecerem-lhe os melhores elogios.
Os problemas de uma nerd
Depois cometi a leviandade de comentar isto com o meu amigo Pedro Telles, que logo me disse: “Compra mas é uma laser. A longo prazo são melhores e gastam menos.” E pronto… lá entrei numa nova fase de reavaliações. Mais pequisas na net.
Passado um ou dois dias cheguei à mesma conclusão a que já havia chegado há uma semana atrás (!): perante as minhas necessidades e capacidades, a jacto de tinta multifunções é a melhor escolha.
“Uma MP600, se faz favor” — ou como passar uma manhã no trânsito
Finalmente, este passado Sábado lá fui ao Office Center de Faro fazer a comprinha. Malfadada ideia! Ir numa manhã de sábado com chuva a Faro é meter-me em filas a torto e a direito. Toda a gente se enfia do Fórum Algarve! Uma viagem que normalmente leva 15 minutos transformou-se num tormento de uma hora em que eu andei por tudo o que era caminho para evitar o tráfego.
Ao menos o Office Center estava capaz em termos de populaça. (E infelizmente reorganizado, com tudo fora do sítio do costume.) Claro que aquela malta que trabalha por lá não é de enorme competência — há para tudo — mas após cerca de meia hora saí com uma Canon MP600, um cabo USB (que eu já sabia não vir com a impressora: raio dos sovinas!), e um tinteiro preto de alta capacidade extra. Descobri, entretanto, que a MP600 é tão avantajada como a Epson CX6400 (por momentos tive a esperança que tal não acontecesse). Alas!

Nerd redux
Depois foi chegar a casa e passar umas horinhas a instalar a dita, mais os drivers, mais o software, mais a ligação ao Airport para a tornar wireless (5).
Avaliação após uns dias de uso: belíssima impressão a preto (a cores ainda mal testei), digitalização ultra-rápida (em 10 segundos já está), design bonito, silenciosa q.b. E tem um tabuleiro inferior de alimentação de folhas que é muito mais jeitoso que a feiosa alimentação pelo topo.
We are the champions, my friends…
Conclusão final: estou muito satisfeita.
Conclusão final sobre a conclusão final: compensa ser nerd!
***
Notas:
(1) Existe uma razão de proporcionalidade entre andar stressada e a capacidade de reacção a outras coisas que não envolvam desenhos.
(2) Reparem bem na última figura e os computadores que por lá andam.
(3) Os Hagen-Daz em Portugal custam, pelo menos, o dobro do preço dos EUA.
(4) O Magnum Essence é muito bom.
(5) Só a impressão é wireless; alguém sabe se a digitalização também o pode ser?
Nota extra: Este post é dedicado ao Mário Lopes. Senti-me um pouco culpada depois de ler este post dele aqui. No meu caso, culpo, como sempre, a &%$&% da tese!
Bom, sou arqueóloga e professora. Nas horas vagas, mac geek com uma perninha no mundo dos podcasts (TriploExpresso). Não se deixem enganar pelo nome do blogue, pois os temas que por aqui pululam são mais vastos: escrevo sobre a apetitosa maçã, sim, mas não me coibo de falar de política, cinema e tudo o que mais me apetecer. É essa a essência de um blogue pessoal. (Há mais informações na página
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Ricardo said,
Eu também troquei de impressora há pouco tempo, mas fui para as HP. Como só tenho um Mac desde Janeiro, não conhecia bem o comportamento das HP no Mac OS X, mas no Windows sempre se portaram bem e optei por uma HP Photosmart C6180 All in One.
Ao que parece, segundo a opinião de um amigo meu, tive uma grande sorte pois os drivers para OS X deste multifunções estão muito bons. Até agora não tenho razões de queixa, está ligado à nossa rede de casa via wifi, imprime jobs vindos de windows e de mac sem problema nenhum, digitaliza, envia faxes, até podemos aceder ao leitor de cartões da impressora tudo via rede.
Quando a comprei tb estive tentado a ir para MP600, mas precisava de algo mais “robusto”. Mais estilo “home office” do que “home”
detig said,
Já cá faltava eu ter culpas no cartório…limitei-me a obrigar-te a explorar outra avenida de raciocínio para que acabasses por fazer a opção inteligente.
Lateral Thinking, Edward deBono
.
HP sem ser laser é suicídio
. Além do mais gostam pouco de actualizar drivers *gratuitamente* para novas versões de sistemas operativos.
mac2 said,
Gostei do “limitei-me a *obrigar-te*…”
Acho que desde a nascença que estás fadado à advocacia.
Mario Lopes said,
Obrigado pelo post que me foi dedicado. Confesso que nem pensei em ti quando escrevi o post, pelo que ou estou desatento ou foges ‘a regra
Eu comprei uma Epson DX4000 e a unica coisa que me assustou (ate’ ‘a data), foi a velocidade com que os tinteiros originais se acabaram. Em 3 anos nunca troquei os tinteiros da minha HP 960C e ao fim de um mes ja’ estava a trocar os tinteiros da Epson.
Por outro lado, os tinteiros originais sao visivelmente mais pequenos e com menos tinta, portanto ai podera’ estar a explicacao. E as primeiras impressoes gastam sempre mais tinta.
Anyway, excepto isso, estou satisfeito. Por 80 euros…
Deborah said,
oiii
vi aki que vc tem uma mp600
queria pesir sua ajuda
o manual ta todu em japoneis e eu naum consigo imprimi no maldito cd…
se vc puder me ajudar
manda alguma coisa no meu email….
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