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Sunday, August 1, 2010

Oh my! (Take 2) O mexilhão afinal não se lixou…

Posted by Mac² on 06/09/2007

E não é que a Apple, através do seu CEO, Steve Jobs, decidiu oferecer um vale de 100 US$ em produtos Apple a quem comprou o iPhone e não está abrangido pelo retorno dos 14 dias do Apple Sales Policies?!

Even though we are making the right decision to lower the price of iPhone, and even though the technology road is bumpy, we need to do a better job taking care of our early iPhone customers as we aggressively go after new ones with a lower price. Our early customers trusted us, and we must live up to that trust with our actions in moments like these.

Estou verdadeiramente surpreendida. Bem surpreendida. E, tendo consciência de que há valores monetários a considerar (à la longue), não posso deixar de louvar a medida. Não me lembro de muitas empresas fazerem o mesmo. (Se é que me lembro de alguma…) Uma diferença de 100 US$ (ao invés dos 200 US$) após 2 meses e meio de mercado, não é chocante.

Gosto agora um pouquinho (ainda) mais da Apple. :)

Agora é sentar e ficar à espera das tiradas cépticas do costume…


Nota: A Take 1 pode ser lida aqui (comentários incluídos).

  • Armindo Paulo Ferreira said,

    Impressionante esta atitude da Apple. É de louvar mesmo!!!

  • Paulo Moura said,

    Num dia a Apple passou de chulo para meio-chulo. Realmente “impressionante”.

    Mas como diz o Russell Beattie em http://www.russellbeattie.com/blog/thanks-steve-bygones

    “IMHO, everyone who didn’t complain and in fact defended Apple online shouldn’t get a rebate. Call it the “zealot moron” tax if you’d like. :-)

  • Gustavo Felisberto said,

    Deverias ir ler a tua Take 1 outra vez. Porque a razão apontada para o mexilhão se lixar continua lá, ainda mais marcada porque em vez de baixar ao fim de dois meses e meio, na prática baixou ao fim de dois meses.

    Mas se o tio Steve Jobs diz que é bom a horda aplude e vai em filinha.

  • mac2 said,

    Sabem, é preciso um bocadinho de distanciamento para ver os cinzentos. E, GF, aconselho-te a voltares a ler a Take 1 (eu conheço-a de cor). E, já agora, de 29 de Junho a 5 de Setembro vão 68 dias, ou seja quase 10 semanas (9.71 semanas para sermos mesmo muito preciosistas.)

    Se quiserem ser menos maleáveis: qualquer variação no preço de um gadget dentro de um ou dois meses do seu lançamento equivale a lixar o mexilhão. Nesse caso, ao nível dos telemóveis, quem comprar a primeira leva está quase sempre lixado. Incluindo os produtos da Apple.

    Agora, se quiserem deixar de ver preto e branco: existem variações e variações. Umas são absolutamente inaceitáveis, o que eu considerei para os 200$ do iPhone. Outras são aceitáveis e, por vezes, até desejáveis (se o preço for para baixar e não o contrário, claro); no caso do iPhone, consideraria normal uma diminuição do preço em 100$ em preparação da época de Natal. Essa diminuição (normalmente até aos 20%) é o risco a pagar por um aficcionado de gadgets última geração. Na minha óptica, 100$ de redução no iPhone não é “lixar o mexilhão”, é a forma de funcionar do mercado.

    Mas mais do que esta diferença de perspectivas (ou expectativas), o que eu acho interessante é a forma tão linear como a atitude do Steve Jobs é vista por alguns.

    É um facto que existe o Cult of Apple — culto esse que parece ter gerado o contra-culto — chamemos-lhe, para facilitar a coisa, o Grupo Anti-Apple. Nele, o Steve Jobs, em vez de deus é o diabo; um tipo de terrível bicho-papão que a quem todos os utilizadores de produtos Apple obedecem.

    Cá me parece que, nem ele tem esse poder, nem quem gosta da Apple salta ao primeiro latido — como, aliás, se viu nos últimos dias.

    Mantenho as minhas ideias. Achei mal a diminuição de 200$. Acho muitíssimo bem que a Apple ofereça um vale de 100$ a que comprou os primeiros iPhone. É a mellhor solução?! Não. A melhor seria dar 100$ aos compradores. Mas parece-me que é a solução comercialmente possível… e, de certo modo, inédita. Seja porque razão for, alguém na Apple foi sensível às inúmeras queixas que foram feitas. Isso não faz da Apple uma santinha, mas deixa a sua imagem bem melhor.

    Mas, enfim, se preferem, podem ficar na vossa crença Anti-Apple de que “O Steve Jobs disse que ao segundo dia se fez sol e o povo acreditou.”

  • Paulo Moura said,

    É um facto que ninguêm é obrigado a comprar! Se comprou e desesperou na fila foi por livre vontade(de princípio!! Houve alguns que o fizerram por negócio), o mesmo aconteceu no lançamento das consolas, nos livros do Harry Potter, etc..

    Esses produtos também sofrem com uma redução de preço alongo do ano e do seu tempo de vida. É normal! É o mercado!

    Mas no caso da Apple já são muitos caso em que eles “lixam o mexilhão”. Outro exemplo, e que eu considero mais grave que o iPhone, é o caso da mudança de processadores. Num ano o G5 é o processador mais rápido, o melhor do mundo, mais epítetos do SJ, etc., mas passados 2(DOIS) anos mudam para os processadores Intel porque afinal são um produto com melhores possibilidades de evolução e melhores vendas e abandono o G5 completamente! Num dia, milhares de pessoas ficaram com pc obsoletos. A Apple factura mais alguma coisa porque obrigar todos os seus seguidores a adquirir novo hardware e software, e o mais engraçado é que estes aplaudem a “inovação”!

    Não há dúvida que os produtos da Apple tem um design “trendy”, que faz/define modas e influenciam muitos concorrentes mas muitas dessas inovações são copiadas ou retirados doutro lados e depois apresentadas como originais(tinha um link onde mostra que quase todas as novas features do leopard são copiadas de outro software que já existia para mac ou para outros sistemas, mas infelizmente perdi-o).

  • mac2 said,

    PM –

    Nem toda a gente gosta do mesmo. A minha experiência com a Apple, ou mais concretamente com os Mac, tem sido muito boa. Se não o fosse, certamente não blogaria sobre isso. (Como diz a música: “Life is too short to play silly games.”)

    Curiosamente, apaixonei-me pelos Mac anos depois do meu ex-marido me andar a sugerir mudarmos para o Mac. Confesso que estava resistente. Era uma mudança radical, de um sistema que não me deixava satisfeita, mas que eu dominava bem (como utilizadora), para um mundo novo. Resisti na altura.

    Tudo mudou quando cá tive em casa um PowerBook G4. Meu deus, pensei, que máquina fabulosa! Encostava o meu Asus Pentium 4 a uma esquina. Era tão mais fácil de trabalhar… e, essencialmente, era tão mais agradável.

    E mudei.

    Mais uma vez digo: os Mac não são perfeitos. São máquinas. Falham. Têm problemas. Mais — a assistência em Portugal é uma porcaria (apesar de haver técnicos muito competentes… o que não funciona são os timings, essencialmente). Mas, mesmo assim, não me arrependo um segundo que seja. (E não é pelo belo design apenas.) Odeio quando tenho que voltar ao Windows. Sinto-me verdadeiramente *lixada* nessas alturas.

    Esta é a minha experiência. Não combato a dos outros e não os obrigo a mudar para o Mac.

    Gostei do P4, adoro o meu MBP (Intel). Ando a babar-me por um iMac, mas não tenho real necessidade dele. (Daí não o comprar. :( )

    E, pronto, lá me vem à cabeça o muito bem pensado dizer: “Gostos não se discutem, lamentam-se!”

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