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Sunday, August 1, 2010

Freeware e leituras

Posted by Mac² on 14/09/2007


O leitor de RSS Vienna (freeware) foi actualizado para a versão 2.2. Para quem quer um leitor de RSS no desktop gratuito esta é uma excelente aplicação. Podem descarregá-lo aqui e ver as novidades da última actualização aqui.

safariblock_icon

Para quem usa o Safari e não está com vontade de comprar o Saft, pode pelo menos bloquear os anúncios com a aplicação freeware SafariBlock (versão 1.13).

Ainda dentro do freeware (ou mais concretamente donationware), descobri recentemente uma aplicação porreira para a escolha das cores a utilizar numa webpage, blog ou qualquer design online. Chama-se Colorate e podem saber mais sobre ela aqui.

colorate_screenshot


Entretanto, acabei de ler um artigo bastante interessante sobre a retirada das séries da NBC do iTunes e como isso pode facilitar a pirataria: TV Torrents: When ‘piracy’ is easier than legal purchase (na CNET).

Como sabem, recentemente, após uma luta sobre os preços da venda das séries, a NBC decidiu abandonar o iTunes e juntar-se à Amazon Unbox. Ora, a Amazon Unbox não tem suporte para Mac ou Linux (os utilizadores deste OS acabam sempre por ser lixados, aliás). Paralelamente, aplicações como o Miro (este com suporte multiplataforma) permitem o visionamento de vídeos, canais TV via internet e até oferecem suporte para descarregamento de ficheiros bitTorrent… Ou seja, uma facilidade para fazer downloads ilegais, portanto. Como sabemos, o facilitismo bate tudo… e se é gratuito, ainda melhor.

Já na semana passada Joe Kissel se tinha queixado de como esta mudança afectou a forma como via as suas séries preferidas:

I’ll continue purchasing and watching the shows I care about, but it irritates me that I now have to jump through so many hoops – to take several steps backwards in convenience – not out of technological necessity but because of the caprices of a few big corporations.

O Joe deve ser dos poucos que se dá a este trabalho!


Por falar em bitTorrents (e outros): parece que o Prince (aquele que já se chamou montes de outras coisas antes, de quem eu gostava na minha juventude [ainda acho que algumas das suas músicas antigas são porreiras] e que fez um dos concertos mais miseráveis que tive a oportunidade de assistir [em Alvalade, se não me engano]) vai processar o YouTube e o PirateBay pela disponibilização das suas obras sem a devida autorização. Quanto ao YouTube, não sei até que ponto o Google (dono do YouTube) está preocupado, mas tenho a certeza que o PirateBay se está a borrifar. Já leram o que o PirateBay faz às centenas de cartas de firmas de advogados que lhe chega às mãos (i.e ao email)? (Merece a pena lerem.)

A imagem de um blog — credibilidade à vista

Posted by Mac² on 13/09/2007

Esta coisa de personalizar um blog tem muito que se lhe diga. Há quem advogue que um bom blog deve revelar o nome real de quem o administra, há quem defenda com unhas e dentes que os comentários devem ser autorizados (com ou sem moderador), e, finalmente, há ainda quem refira a necessidade de incluir uma imagem do administrador (normalmente na página Sobre ou About).

Dei hoje de caras com um dos blogs que defende a última sugestão: a imagem. (Que, se repararem, não consta neste blog. Isto, pura e simplesmente, porque não acho necessário e não me apetece. Já o mesmo não direi do minha website na UAlg quando for terminada.)

Mas voltando à estória…

Fui levada para o Quick Sprout via Lifehacker, um dos blogs que gosto de frequentar regularmente. O artigo em questão era sobre apresentações em público, algo que me interessa, uma vez que passo parte da minha vida a fazê-las quando dou aulas ou quando faço comunicações orais. Intitulava-se, sugestivamente, 10 Tips for a Killer Presentation.

O conteúdo do post está bem escrito, mas o conteúdo é regular e as sugestões são demasiadamente generalistas. Nada de novo ali, pensei. Resolvi, no entanto, dar uma vista de olhos noutros posts do Quick Sprout. Foi então que dei de caras com o post The 4 Essential Elements of an About Me Page. Nele está escrito:

I don’t care if you are the ugliest person in the world, you need to place an image of yourself on the about me page. That way your readers can connect with you and get to know you on a personal level. If you don’t include an image you will just be branding your name as an expert. In that case, I hope there is no one else out there with the same name as you.

Não concordo com o que aqui está escrito, mas, por curiosidade fui ver a página About do Quick Sprout.

!!!

De uma coisa tenho agora certeza: se colocarem uma fotografia no vosso blog façam o favor de colocarem uma fotografia que vos dê alguma credibilidade. Evitem figuras tristes e tontas. Não dêem machadadas gratuitas na vossa credibilidade. Alguém deveria dizer ao Neil (o autor do Quick Sprout) que a primeira imagem faz a diferença. E, no caso dele, a diferença não é para melhor.

Backup… now!

Posted by Mac² on 11/09/2007

Desde que tive um problema de hard drive há mais de 5 anos (ainda com um PC), que me fez perder metade dos dados, tenho particular cuidado com backups: faço bastantes e não os concentro num só local.

Aqui segue o meu rol:

1) Um backup total num disco externo (80GB) via Firewire da Other World Computing (OWC Mercury On-The-Go). Aplicação utilizada: SuperDuper! Actualizado de uma vez por semana.

2) Um backup dos principais ficheiros (~/documents, ~/pictures e email) num disco externo (250GB) via USB da Iomega (descontinuado). Aplicação utilizada: ChronoSync. Actualizado uma vez de 15/15 dias.

3) Backup da tese numa pen drive (2GB) guardada na universidade. Aplicação utilizada: ChronoSync. Actualizado quando lá vou.

4) Backup da tese numa pen drive (4GB) que anda sempre comigo. Aplicação utilizada: ChronoSync. Diário.

5) Backup da tese online via Amazon S3. Aplicação utilizada: JungleDisk. Diário. (Nota: no último mês paguei 25 cêntimos por cerca de 300 MB alojados, com actualizações diárias entre 1 e 10MB.)

6) Backup da tese online via Mozy. Dia sim, dia não. (Gratuito até aos 2GB; ainda em versão beta)

Mesmo assim ainda fico arrepiada com a estória que li aqui: Please backup your hard drive now… twice!.

Por falar nisso, está a trovejar. Altura para desligar o meu MBP da tomada, não vá o diabo tecê-las.

Imbecilidade crónica, versão electrónica

Posted by Mac² on

Há duas coisas que atestam a imbecilidade crónica que às vezes grassa (neste caso, via internet) em Portugal:

  1. Os comentários às notícias sobre o caso do desaparecimento de Madeleine McCann nos sítios notíciosos (refiro-me em particular aos comentários dos utilizadores do Público Online).
  2. Os comentários às notícias de futebol, em particular as do Sporting, Benfica e Porto (refiro-me mais concretamente aos comentários dos utilizadores do Record Online).

É um facto que, quando os leio, a minha reacção vai de agoniada a divertida. É claro que esta imbecilidade (há outro termo?) não é particular ao nosso país, mas quero lá saber dos outros quando lá não vivo.

E, pronto, já tive o meu desabafo…

A menina danç… uh… MacHeist?

Posted by Mac² on

Durante 6 semanas em Novembro e Dezembro de 2006, um conjunto de “cromos” da chamada Delicious Generation (Mac) desenvolveram uma imensa campanha de marketing cujo objectivo final era a revenda de algumas aplicações shareware para Mac OS X. O seu nome era MacHeist.

Durante a primeira fase, o MacHeist [wiki] consistiu num jogo em que regularmente eram colocadas charadas para resolver (normalmente andando de website em website à descoberta pistas). Aos membros do Macheist que os resolvessem (algo muito fácil após alguém desvendar o mistério pela primeira vez) era dado um código que abria um cofre onde era disponibilizada uma ou mais aplicações shareware, normalmente válidas apenas para aquela versão (ou seja sem direito a updates gratuítos). Foi assim que muitos tiveram acesso a algum shareware como: Soulver, QuickScale, NotePad, Alarm Clock Pro, iPulse, DrawIt, Mac Pilot, EarthDesk, Trampoline, PhotoStickies, Captain FTP, CuverSutra, 1passwd, etc. Em alguns casos, porque experimentaram as aplicações e gostaram, esses utilizadores acabaram por adquirir posteriormente as licenças completas.

Ou seja, a intenção era divulgar as aplicações “dadas” no fim de cada tarefa. Essas aplicações passavam a ser utilizadas, as pessoas falavam delas e, em alguns casos, a versão seguinte era comprada. Uma enorme companha de publicidade. Foi assim que o esplêndido 1passwd passou a ter o hype que tem (e foi assim que eu o experimentei e, consequentemente, o adquiri — aliás, numa promoção para membros do MacHeist).

Na segunda fase, ao fim das 6 semanas, foi desvendado o conjunto final de aplicações a ser vendido. Um bundle de vário software à venda por 49 US$ em vez dos 356 US$ que custariam individualmente. Era um bom conjunto: Delicious Library, FotoMagico, ShapeShifter, DEVONthink Personal, Disco, RapidWeaver, iClip 4, um jogo da Pangea, NewsFire e TextMate. Do dinheiro pago, 25% revertiam em favor de uma de 8 instituições de caridade à escolha do comprador.

Eu não o comprei, pois apesar do conjunto de aplicações ser muito razoável, na sua grande maioria eu já utilizava boas alternativas, mas muitos atiraram-se de cabeça e compraram o bundle.

É claro que quem mais beneficiou com a coisa foram:

  1. Os organizadores do evento (John Casasanta, Phillip Ryu, Scott Meinzer e companhia) que amealhavam grande parte do dinheiro.
  2. Os participantes que coleccionaram aplicações e puderam comprar um conjunto de aplicações a muito baixo preço. Para lá disso, no fórum do MacHeist muito se discutiu e partilhou em termos de shareware disponível em Mac. A actividade do fórum era de outro mundo!
  3. As organizações de caridade que usufruíram das doações.
  4. Os programadores das aplicações envolvidas, que tiveram uma imensa publicidade.

O êxito do MacHeist, mensurável, claro, pela quantidade de pessoas que aderiram à campanha e pelo volume de vendas, foi enorme. Mas não foi imune a várias vozes críticas, como a do John Gruber (Daring Fireball), do Gus Mueller (Flying Meat) e do Paul Kafasis (Rogue Amoeba), direccionadas em especial contra o slogan do Macheist: “The Week of the Independent Mac Developer”. Criticaram a forma como os programadores envolvidos eram mal pagos. Os organizadores defenderam-se, dizendo que cada programador participante sabia exactamente no que se havia metido. Criticaram também os preços de saldo dado ao shareware. Os organizadores defenderam-se, argumentando a publicidade à volta dos produtos.

O prós e os contras não são óbvios e muito foi e ainda pode ser dito sobre estas iniciativas e o impacto que têm no mundo do software “independente” para Mac (“independente” vs. grandes companhias como a própria Apple, a Microsoft ou a Adobe). Para os utilizadores a iniciativa é sem dúvida óptima: só adere quem quer e podem comprar aplicações a um excelente preço. Quanto aos programadores, tenho cá para mim que só se envolveram porque assim o desejaram. A publicidade foi boa. Podiam ter mais dividendos monetários? Sem dúvida. E talvez isso aconteça no próximo MacHeist que se avizinha, onde, tendo em conta o êxito passado, podem pedir mais.

Segundo mensagens via Twitter e via Fórum MacHeist, o próximo evento (MacHeist II) deverá ter início este Outono, provavelmente algures entre Outubro e Novembro.

Parece que o bundle deste ano já está mais ou menos delineado, após muitos e variados pedidos. Não foi ainda divulgado, nem o será até ao fim do Macheist II, mas, no meu caso, não hesitaria em comprar um conjunto que por 49 US$ incluísse uma ou mais destas aplicações: Skitch (depois do beta), ChronoSync, FileBuddy, GraphicConverter, PopChar, OmniWeb, OmniGraffle, Pixadex, TextSoap, Papers, Pixelmator (depois do beta), Lineform, ArtRage, Hazel e/ou Coda.

Fico, assim, à espera do início e desenrolar do MacHeist II.

Comparativo de alguns layouts dos teclados Mac

Posted by Mac² on 09/09/2007

Um dos temas que recorrentemente tenho encontrado em blogs portugueses dedicados aos Mac é o dos diferentes layouts dos teclados. Discute-se até que ponto o teclado português é diferente do espanhol, quão diferente é o americano ou o britânico, como é o brasileiro, etc.

Resolvi tirar as teimas e investigar o assunto. Utilizando o Keyboard Viewer disponível no Mac OS X (system preferences > international > input menu) fiz uma compilação dos principais layouts de teclados, por forma a serem facilmente comparados. Escolhi, por razões práticas, pegar naqueles de que mais se falam: português, espanhol (o ISO, que é o standard nos Mac, quer em Espanha, quer nos EUA), americano, brasileiro e britânico [1].

Incluí o francês, para mostrar o quão diferentes são alguns layouts (neste caso em particular, derivado da utilização do ‘azert’ e não do ‘qwert’). Aliás, fica a nota de que o italiano (quer o standard; quer o PRO) e o alemão apresentam também diferenças muito significativas em relação ao português. Portanto, atenção à compra destes teclados.

A imagem abaixo mostra, então, os principais layouts na sua utilização de raiz [2].

Em termos gerais, o mais similar é, efectivamente o espanhol, cuja maior alteração se nota no posicionamento das teclas à direita das letras gerais e na tecla à esquerda do 1 (isto no layout normal e não na utilização das teclas shift ou option, que trazem alterações mais profundas [2]).

O brasileiro é absolutamente igual ao americano e o britânico apresenta, em relação a estes, apenas ligeiras alterações derivadas da utilização principal do símbolo da libra (£) na função shift.


[1] Atenção que os teclado para PC não têm layout iguais a estes.

[2] Podem também descarregar um ficheiro pdf (com 1.3MB) em que o comparativo é estendido às teclas shift e option (alt).

keyboard_layout

Nova imagem no cabeçalho do  Mac²

Posted by Mac² on

Detalhes podem ser lidos na página das referências.

Leituras de fim-de-semana…

Posted by Mac² on 08/09/2007

  • Post (Mike Elgan) e contra post (Dan Frakes) na Macworld sobre a Apple ser ou não a nova Microsoft.
  • A importância do iPhone Touch para o Todd Ogasawara do O’Reilly MacDevCenter.
  • Entrevista do MacApper ao Ken Case, CEO do The Omni Group (os tais que fazem o OmniWeb, OmniOutliner, OmniGraffle, OmniFocus, etc.).
  • Sugestões do Daniel Jalkut, programador do MarsEdit, para blogar a partir do Windows.
  • Pedido: layout do teclado Mac no Brasil

    Posted by Mac² on

    Alguma alma caridosa me contacta (via página de contacto) para envio (ou link) de uma imagem do teclado utilizado pelos Macs vendidos no Brasil?

    Fico muito agradecida. :)

    ACTUALIZAÇÃO: O Pedro Fonseca já me mandou o link perfeito. Obrigada. :)

    NOVA ACTUALIZAÇÃO: Afinal o link não era perfeito. :( Continuo à procura de uma imagem do teclado português do Brasil.

    ACTUALIZAÇÃO FINAL: Já tenho o que preciso. (Via dica do Nuno Póvoa.)

    O futuro do redimensionamento de imagens

    Posted by Mac² on 07/09/2007

    Acabei de ver um vídeo (dica do David Pogue) sobre uma das últimas tecnologias aplicadas ao redimensionamento de imagens. Desenvolvida por Shai Avidan e por Ariel Shamir, o método do seam carving (deixo a tradução para quem sabe) utiliza, segundo percebi, um algoritmo que redimensiona as imagens preservando os seus principais elementos de forma inteligente. Ambos os programadores trabalham actualmente para a Adobe.

    Podem ver o vídeo aqui, embora existam um formato melhor (.mov) na página profissional do Ariel Shamir, onde aliás também podem encontrar o artigo “Seam Carving for Content-Aware Image Resizing” em ficheiro pdf.

    [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qadw0BRKeMk]