A guerrilha do iPhone
Posted by Mac² on 01/10/2007
O update ao firmware do iPhone, versão 1.1.1, tem sido fonte de inúmeros comentários na net. Para quem não sabe: quem tiver feito um hack ao iPhone (libertando o sistema para networks diferentes da AT&T e para aplicações de terceiros) e depois fizer correr o update 1.1.1 fica com um iPhone inutilizado e fora da garantia (vulgo iBrick, ou seja iTijolo).
Se é um facto que fazer o hack ao iPhone é ilegal face aos seus termos de venda, não me parece que “matar” o iPhone hackado seja uma boa política da Apple. Seja porque razão for! Seria bem mais lógico que o update não instalasse e pronto. Quem tivesse feito o hack ficava preso ao 1.0.2… mas era uma escolha sua. Se quisesse fazer o update teria que retirar o hack.
Por mim, não gosto da ideia de ter um contrato de 2 anos a um fornecedor de ligação móvel, em especial se o preço a pagar mensalmente continuar tão alto. Segundo, acho infeliz a ideia de fechar o sistema a aplicações de terceiros, mesmo quando a razão evocada é a estabilidade. Mas, se comprar o iPhone terei, provavelmente, que acartar com estas limitações às costas. É uma questão de pesar os prós e os contras e fazer uma escolha.
Apesar das razões que podem estar do lado da Apple, acho que neste caso a empresa caiu em extremos desnecessários e contra-producentes. Acho que, aliás, a empresa de Steve Jobs anda a sofrer de algum autismo… próprio de várias outras empresas ligadas à tecnologia.
Parece-me que a médio ou longo prazo a política da Apple em relação ao iPhone terá que ser alterada. Frases como “If the damage was due to use of an unauthorized software application, voiding their warranty, they should purchase a new iPhone” (comentário da porta-voz da Apple ao NY Times), são provocadoras ao extremo. Não me admira, assim, que surjam na net ameaças de acções legais contra a Apple. Veremos, aliás, como o mercado se comporta nesta polémica.
No fim, ocorre-me uma pergunta: Quem é a guerrilha no meio disto tudo?!
Bom, sou arqueóloga e professora. Nas horas vagas, mac geek com uma perninha no mundo dos podcasts (TriploExpresso). Não se deixem enganar pelo nome do blogue, pois os temas que por aqui pululam são mais vastos: escrevo sobre a apetitosa maçã, sim, mas não me coibo de falar de política, cinema e tudo o que mais me apetecer. É essa a essência de um blogue pessoal. (Há mais informações na página
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João Carvalhinho said,
Ui… terreno pantanoso este…
Quando compras o iPhone estás a comprar não só o equipamento mas também o contrato… está bem explícito, e a Apple, via o Fornecedor do serviço està à espera de receber o seu € restante (se é de mais ou não, isso cabe a cada um de nós o decidir, comprando ou não)
Acho que neste caso a Apple está no seu pleno direito de ibrikar todos os telemóveis, que para todo o efeito estão ilegais. Se não o fizer estará a dar a imagem de que em vez de vender o equipamento + valores mensais, estará disposta a vendê-lo apenas pelo valor incial, borrifando-se para tudo o resto.
E todos sabemos que quando o mesmo produto está “à venda” livre sem restrições e mais barato vs produto contratualizado… ninguém escolhe o segundo.
Quando muito a Apple deveria ser obrigada a vender o Iphone desbloqueado, mas aí não acredito que o vendesse por 399 usd… mas sim pelos 700 tal como a maioria dos smartphones são vendidos hoje em dia!
Quando ao permitir a instalação de software 3rd party… tudo a seu tempo. Eles sabem que é um filão… se as boas vendas se mantiverem serão os primeiros a criar o sdk para isto… creio que aqui existe um problema de capacidade de resposta em termos de apoio técnico no que toca a “telemóveis ” estragados por software mal desenhado…
Eles têm tudo pronto, Sistema operativo, hardware, plataforma para novos equipamentos (newton2) e um optimo canal de distribuição para controlo do software a instalar inclusivamente com geração de receitas adicionais… bastando para tal que o canal de distribuição único seja via iTunes…
wait and see…
Daniel said,
Já li tantas declarações contraditórias sobre isto… que já nem sei em que acredite. Mas se a Apple envereda por este caminho, isto é pura sacanice… Perder a garantia, acho que quem fez os hacks já estava à espera disso, agora acho que a Apple devia dar a possibilidade aos utilizadores que “hackaram” os iPhones para outras redes, de “flashar” os iPhones para a configuração original (ou esta versão do update 1.1.1)… Não que fosse um imperativo legal (julgo eu), mas sim, porque era uma medida de boas relações públicas…
Cosaje said,
Globalização
Jorge said,
Não foi uma das melhores decisões, e pode inclusive reflectir-se nas vendas do produto (quem está disposto a ficar “preso” a um contrato de 2 anos?!).
Fica bem.
João Carvalhinho said,
Daniel… se leres bem a maioria das lojas da Apple nos EUA está a aceitar trocas de iPhones iBrikados… aceitam e dão um que eles próprios flasham…
Jorge… o meio milhão de americanos compradores das primeiras semanas do iPhone, que o fizeram quando ainda não havia desbloqueador, e assinaram o contrato com a AT&T!!
Jorge Costa said,
Como utilizador e amante da marca Apple, também eu gostaria de adquirir um iPhone, mas por todas as limitações actuais que lhe estão inerentes, acabei por comprar um HTC Touch. Bem sei que é Microsoft, etc… mas até ver estou bastante satisfeito e não me tem dado dores de cabeça, apenas poderia era ser um pouco mais rápido, porque de resto está óptimo.
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