Aconselhado apenas a viciados na (mui saudosa) série Battlestar Galactica. A da versão em que Starbuck é mulher e dava cabo do Dirk em duas traulitadas. (Provavelmente até o despachava numa só traulitada.)
Aviso: Se ainda não viu o final da BSG, este post está cheio de spoilers.
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Quem seguiu a série televisiva Battlestar Galactica (não a original dos anos 80s, mas o remake que recentemente acabou) foi presenteado com um final agradavelmente inesperado: o grupo de sobreviventes (Cylons e Humanos) chega a um planeta, a que resolvem chamar (prosaicamente) Terra. Ali tomam a decisão de recomeçar tudo de novo, abandonando a tecnologia que sempre os acompanhou e apostando numa possível miscigenação com os seres nativos do planeta (de tipo também humano, bípedes, socialmente agrupados em clãs ou tribos).
Esqueçamos a imensa improbabilidade de:
O grupo abandonar a tecnologia com a qual sempre viveu e da qual sempre dependeu.
O grupo ser capaz sobreviver num planeta que desconhece biológica e geologicamente (quer como hipotéticos caçadores-recolectores ou como horticultores-pastores).
O grupo ser compatível biologicamente com os recursos desse planeta e com os demais seres com os quais se pretendem miscigenizar (i.e., a dificuldade de efectivamente produzir híbridos férteis).
O grupo sobreviver após se dividir em vários sub-grupos, sabendo nós que, quão menor o grupo, maiores as dificuldade de reprodução com sucesso.
Esqueçamos tudo isso, que faz parte da liberdade de autor de um argumento de ficção-científica, e foquemos a atenção no que se passa a seguir…
Passados 150.000 anos temos alguém (*) a ler um artigo científico sobre “A Primeira Mãe da Humanidade e os seus segredos” (Mankind’s First Mother Gives Up Her Secrets). Uma voz off dá-nos conta da descoberta (na Tanzânia) de restos humanos (femininos, jovens) que podem ser a Eva Mitocondrial, “o nome dado ao mais recente antepassado comum de todos os seres humanos que actualmente vivem na Terra”. Os estudos genéticos apontam para que esta “Eva” tenha existido há cerca de 150 mil anos.
A lógica da série diz-nos que essa Eva Mitocondrial seria, então, uma híbrido (ou uma descendente dos híbridos) de Mãe Cylon e Pai Humano (ou vice-versa, claro). Ou seja, toda a actual população desta Terra seria descendente de Cylons e Humanos. Neste cenário, os restos em causa tanto podem ser da Hera como de qualquer outra descendente do grupo, desde que fosse, ou tivesse como ascendente, um híbrido.
Note-se que a teoria da Eva Mitocondrial (originada em 1987, mas com desenvolvimentos posteriores) não nos dá o mais recente antepassado comum de todos os humanos, mas sim sim a mais recente antepassada comum de todos os humanos via ADN mitocondrial (a mitocôndria é um dos organelos presentes nas células, normalmente só transmitido geneticamente pela mãe à sua prole). Pensa-se que terá vivido na África Oriental, entre há 160-140 mil anos atrás. Na realidade, o mais recente antepassado comum de toda a humanidade deve ser bem mais recente (estima-se que na ordem de alguns milhares de anos apenas).
De qualquer das formas, e não querendo entrar na discussão científica mais pura (para isso aconselho a leitura dos livros do Bryan Sykes, do Richard Dawkins ou do Stephen Oppenheimer), confesso que, como arqueóloga, achei a ideia bem esgalhada. Até porque num série ficção em televisão, como num filme, gosto mais da surpresa com uma pitada de ciência, do que de ciência pura e dura (é para isso que existem os documentários científicos).
Nota: (*) Nada mais nada menos que o Ron D. Moore, num cameo francamente distractivo (pela negativa).
O próximo episódio da BSG começa daqui a pouco mais de 24 horas pelo que os convido a chegarem-se à frente e verem a recapitulação do que se passou até agora:
A caixa está toda coberta de uma armação prateada, com uma doca de entrada superior extremamente detalhada onde não faltam as luzes corridas sequencialmente. Na frente tem 3 monitores LCD de 2,5′ que apresentam a telemetria do sistema do computador (temperatura, ventoinhas, processador, etc.). Por baixo, na zona frontal da caixa fica a drive de DVD e o logotipo da BSG… o disco entra lateralmente e uma janela permite vê-lo a rodar quando em uso.
O painel lateral esquerdo tem outro monitor LCD, maior, de 10′ e nele podem ver-se episódios da série. O painel do lado oposto tem uma janela motorizada que permite a observação do interior do computador.
Extraordinário, não é? Ficam aqui estão dois vídeos para atestarem a máquina (infelizmente à distância).
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Ah… para os mais geeks aqui ficam as especificações:
EVGA 590 SLI motherboard, 4Gb Crucial Ballistix Tracer DDR2 800, AMD AM2-6000, EVGA 8800GTS Video Cards (x2), Cooler Master 850W Modular Power Supply, 150Gb Western Digital RaptorX HDD (x2), Pioneer Slimline slot-loading DVD/CD drive, Logitech G15 keyboard, Logitech G9 mouse, IZ3D 22″ 3D monitor, Swiftech CPU & GPU blocks and pump, Primoflex red tubing, PC Ice clear fluid e ainda Black Ice Stealth 360 Radiator.
Boa ideia seria fazerem um screensaver (multi-plataforma) que corresse algo semelhante ao monitor que vemos na imagem lá em cima.
Bom, sou arqueóloga e professora. Nas horas vagas, mac geek com uma perninha no mundo dos podcasts (TriploExpresso). Não se deixem enganar pelo nome do blogue, pois os temas que por aqui pululam são mais vastos: escrevo sobre a apetitosa maçã, sim, mas não me coibo de falar de política, cinema e tudo o que mais me apetecer. É essa a essência de um blogue pessoal. (Há mais informações na página Sobre... e podem usar a de Contacto para me mandarem uma mensagem.)